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Torto arado
Torto arado
Um livro comovente que traz a herança dos clássicos
Bibiana e Belonísia s o filhas de trabalhadores de uma fazenda no Sert o da Bahia, descendentes de escravos para quem a aboliç o nunca passou de uma data marcada no calendário. Intrigadas com uma mala misteriosa sob a cama da avó, pagam o atrevimento de lhe pôr a m o com um acidente que mudará para sempre as suas vidas, tornando-as t o dependentes que uma será até a voz da outra.
Porém, com o avançar dos anos, a proximidade vai desfazer-se com a perspectiva que cada uma tem sobre o que as rodeia: enquanto Belonísia parece satisfeita com o trabalho na fazenda e os encantos do pai, Zeca Chapéu Grande, entre velas, incensos e ladainhas, Bibiana percebe desde cedo a injustiça da servid o que há três décadas é imposta à família e decide lutar pelo direito à terra e a emancipaç o dos trabalhadores. Para isso, porém, é obrigada a partir, separando-se da irm .
Numa trama tecida de segredos antigos que têm quase sempre mulheres por protagonistas, e à sombra de desigualdades que se estendem até hoje no Brasil, Torto Arado é um romance polifónico belo e comovente que conta uma história de vida e morte, combate e redenç o, de personagens que atravessaram o tempo sem nunca conseguirem sair do anonimato.
Torto arado é um romance raro e arrebatador por ser ao mesmo tempo absolutamente local e absolutamente universal ancoradas num espaço geográfico e sócio-cultural muito específico, na Chapada Diamantina do estado da Bahia, as personagens parecem mover-se sempre num lugar-n o-lugar, habitando assim uma geografia original cujos prodígios aprendemos a admirar com o melhor de James Joyce e de William Faulkner, de Graciliano Ramos, de Guimar es Rosa ou de Gabriel García Márquez, e certamente com o Raduan Nassar que Itamar Vieira Junior escolheu para a abertura da sua narraç o. Fruto de uma escrita t o límpida que parece ocultar a sua enorme complexidade, Torto arado cumpre acima de tudo um propósito que a muito poucos é dado cumprir: é um livro para ser lido por todos os leitores.
Joana Matos Frias, professora, crítica literária e jurada do Prémio Oceanos
Bibiana e Belonísia s o filhas de trabalhadores de uma fazenda no Sert o da Bahia, descendentes de escravos para quem a aboliç o nunca passou de uma data marcada no calendário. Intrigadas com uma mala misteriosa sob a cama da avó, pagam o atrevimento de lhe pôr a m o com um acidente que mudará para sempre as suas vidas, tornando-as t o dependentes que uma será até a voz da outra.
Porém, com o avançar dos anos, a proximidade vai desfazer-se com a perspectiva que cada uma tem sobre o que as rodeia: enquanto Belonísia parece satisfeita com o trabalho na fazenda e os encantos do pai, Zeca Chapéu Grande, entre velas, incensos e ladainhas, Bibiana percebe desde cedo a injustiça da servid o que há três décadas é imposta à família e decide lutar pelo direito à terra e a emancipaç o dos trabalhadores. Para isso, porém, é obrigada a partir, separando-se da irm .
Numa trama tecida de segredos antigos que têm quase sempre mulheres por protagonistas, e à sombra de desigualdades que se estendem até hoje no Brasil, Torto Arado é um romance polifónico belo e comovente que conta uma história de vida e morte, combate e redenç o, de personagens que atravessaram o tempo sem nunca conseguirem sair do anonimato.
Torto arado é um romance raro e arrebatador por ser ao mesmo tempo absolutamente local e absolutamente universal ancoradas num espaço geográfico e sócio-cultural muito específico, na Chapada Diamantina do estado da Bahia, as personagens parecem mover-se sempre num lugar-n o-lugar, habitando assim uma geografia original cujos prodígios aprendemos a admirar com o melhor de James Joyce e de William Faulkner, de Graciliano Ramos, de Guimar es Rosa ou de Gabriel García Márquez, e certamente com o Raduan Nassar que Itamar Vieira Junior escolheu para a abertura da sua narraç o. Fruto de uma escrita t o límpida que parece ocultar a sua enorme complexidade, Torto arado cumpre acima de tudo um propósito que a muito poucos é dado cumprir: é um livro para ser lido por todos os leitores.
Joana Matos Frias, professora, crítica literária e jurada do Prémio Oceanos
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Editorial: Dom Quixote
Materia:
Narrativa galaico-portuguesa
ISBN: 978-989-660-577-3
Idioma: Portugués
Medidas cm: 16 x 23
Páginas: 280
Estado: Disponible
Fecha de edición: 01-12-2019
0.00€(IVA incluido)
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